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Jornalista e os médicos cubanos com cara de doméstica
29/08
às 15:16

É do conhecimento geral da nação que o país sofre com segurança, educação e principalmente saúde. Nos últimos meses, jovens mostraram que dá pra sair um pouquinho do Instagram e do Face pra mostrar pelo menos 20 centavos de indignação. Aliás, nem saíram. Postaram da rua mesmo. A saúde ainda é ao quadro mais gritante.

Recordo que meu antigo professor de espanhol, Marcelo Peralta - um argentino sangue bom – me falava sempre que em seu país, em qualquer hospital de sua cidade, Rosário, se realizava dezenas de exames e obtinha-se os resultados em um só dia. Aqui no Brasil isso leva meses. Em resposta aos, o Governo tenta melhorar a saúde trazendo médicos de fora, talvez também para não se desgastar para as eleições de 2014. Oposição bate com força, pra não deixar o governo ficar bem na foto.

No entando, voltando os olhos para um passado próximo podemos notar que o problema é velho e que o “Mais Médicos” não é novidade. Já foi trazido para o país por uma galera que hoje detona o programa. É só dá uma olhadinha numa reportagem da Folha do ano de 2000 pra ver como José Serra, na época de Ministro, apostava no modelo. O Conselho Federal de Medicina, pra variar, tinha o mesmo discurso que agora. A briga é grande e a vinda dos médicos não mudará um sistema que se arrasta na incompetência há décadas, mas promete grande melhora.

Como se já não bastasse essa confusão, o cidadão se pega lendo a declaração de uma jornalista do Rio Grande do Norte sobre a aparência das médicas cubanas que chegaram ao Brasil para trabalhar.

"Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência...Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo! (sic)", publicou a colega jornalista Micheline Borges. Ela tem formação.

Após confusão, ela se desculpou e saiu da rede. Mas fica a pergunta, quem vê cara vê competência? A coerência que perdoe nossa amiga, mas “estilo” pra ela parece que é mesmo fundamental. Melhor acreditar que foi somente um momento infeliz e rir, para não chorar como choram os doentes nas filas de hospitais. 

Foto: Site Ailton Medeiros

Por Blog do Kuelho

Depois dessa não duvide pintar o
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